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POR: Casa e Jardim

Pensando no bem-estar e conforto que só um bom banho pode proporcionar, selecionamos 11 pontos para estar atento

Antes de escolher o modelo de chuveiro, é preciso definir tipo, prioridades pessoais, funcionais e preço. (Foto: Victor Affaro / Edtora Globo)

Escolher um chuveiro é uma missão de suma importância. Além de ser compatível ao conceito do projeto, ele precisa adaptar-se às suas necessidades diárias e ao seu gosto, sempre pensando no bem-estar e conforto que só um bom banho pode proporcionar. Conversamos com alguns especialistas e trazemos a seguir os principais pontos a se considerar na hora de comprar:

1. Tipos

Existem basicamente três tipos de chuveiro disponíveis no mercado: elétrico, à gás e solar. Na hora de escolher, é preciso levar em conta os prós e contras de cada um, mas também os pontos elétricos disponíveis na sua residência, se ela dispõe de um sistema de aquecimento à gás ou de placas solares.

2. Potência

A potência do chuveiro está diretamente ligada à temperatura da água. Para regiões mais frias, é necessário um produto com maior potência de aquecimento. “Vale ressaltar que a rede elétrica, bitola de fios e disjuntores, deve estar de acordo com as especificações técnicas que constam na embalagem do produto”, adverte Edson Suguino, engenheiro da Lorenzetti.

3. Pressão

O primeiro ponto a avaliar é se você mora em casa ou apartamento, pois isso interfere diretamente na pressão da água. “A pressão está diretamente ligada à altura das colunas de água, então, quanto maior a edificação, maior a pressão”, explica Danielle Dantas, sócia de Paula Passos no escritório Dantas e Passos Arquitetura. “Em situações de pressão fraca, deve-se escolher um modelo com pressurizador ou comprar um à parte”.

4. Vazão

Neste quesito, é importante o consumidor definir se gosta que a água saia mais forte ou fraca, mais espalhada ou concentrada. A vazão é a capacidade de fornecimento de água por minuto, o que depende do modelo e da pressão de água. “Mas atenção, os modelos de grande vazão pedem uma pressão adequada para isso, senão o jato sairá fraco. Lembre-se também que se for um sistema à gás, a vazão da ducha deve ser compatível com a vazão do aquecedor de passagem”, afirma a arquiteta.

5. Espalhador

Outra escolha bastante pessoal diz respeito ao espalhador, a peça que tem os furinhos para a água sair do chuveiro. Existem diversos tamanhos e modelos no mercado. “Em tese, quanto maior o espalhador, maior a cobertura no banho e o conforto. Mas há quem prefira um jato mais intenso, fechado e direcionado, o que só é possível com um espalhador menor”, conta Danielle. A escolha também deve levar em consideração a pressão, sendo indicado espalhadores menores quando a pressão é baixa.

O banheiro branco e preto ganhou chuveiro com acabamento que "conversa" com o projeto. (Foto: Mariana Orsi com Debbie Apsan/Divulgação)

6. Jatos

E ainda é possível escolher a característica dos jatos. Existem no mercado modelos com jatos mais concentrados, jatos massageadores, jatos de parede direcionados, jatos nebulizadores, jatos cascata, entre outros. Vale pesquisar bastante antes de escolher aquele que se adeque ao seu gosto.

7. Consumo de água

Há quem defenda que os chuveiros maiores são responsáveis por banhos mais revigorantes ou que nada se compara à pressão de um chuveiro à gás, mas ambos são responsáveis por aumentar o consumo de água. Independentemente da sua escolha, não deixe que o conforto do banho seja motivo para estender os minutos debaixo d’água.

8. Estética

É claro que a parte estética não pode ser ignorada. Além da aparência da peça, o ideal é escolher um estilo que converse com o conceito do projeto, seja ele mais arrojado ou clássico, com desenho limpo ou mais trabalhado. Os acabamentos vão desde o cromado mais convencional até preto, cobre, rose, dourado. “Os formatos também variam e vão do redondo tradicional ao quadrado contemporâneo e minimalista. Para os entusiastas da tecnologia, também há modelos com cromoterapia, LEDs coloridos e caixinhas de som bluetooth”, elenca a arquiteta.

9. Limpeza

Além da limpeza externa da peça, é preciso avaliar como é feita a limpeza dos espalhadores, já que é comum o entupimento de saídas de água. Já existem no mercado modelos auto-limpantes, que eliminam este trabalho.

10. Marca

Assim que tiver definido suas prioridades pessoais, é hora de pesquisar os modelos que você acredita corresponderem às suas expectativas. Neste momento, procure por marcas confiáveis e reconhecidas, sempre observando a garantia fornecida pelo fabricante.

11. Preço

Vale lembrar que o produto ideal é aquele que cabe no seu bolso. “Hoje, há uma oferta grande de produtos com preços variados e excelentes custos-benefícios, só é preciso tomar cuidado com a escolha baseada apenas no menor preço, que tende a ser um banho de água fria, literalmente”, brinca o designer de interiores Henrique Freneda.