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A escolha certa faz toda diferença no projeto e pode, além de melhorar o ambiente, valorizar o preço do imóvel

O piso ideal precisa atender as necessidades dos moradores e ao orçamento da obra (Foto: Freepik / diana.grytsku / CreativeCommons)

 

POR: Casa e Jardim

Escolher o acabamento e a decoração do apartamento, com certeza, são as melhores partes do projeto para os amantes da arquitetura. Nessas horas, o novo ou o antigo lar finalmente começa a ficar com a nossa cara. Seja para investir, seja para morar, é fundamental se atentar à escolha e à compra do piso que revestirá o chão e as paredes. Mas você sabe como comprar o revestimento ideal para o apartamento, sem errar na decisão?

Não é só pela aparência que um revestimento deve ser escolhido. O piso ideal precisa atender às necessidades dos moradores e ao orçamento da obra.  A arquiteta Gil Almeida, afirma que “para valorizar o imóvel, é necessário escolher materiais de qualidade, com alta durabilidade e que estejam adequados a cada cômodo”.

Confira as dicas para não errar na hora de escolher o piso para o seu apartamento:

1. Influência do clima

Em áreas secas, como quartos e salas, os pisos de madeira, vinílico e laminados são os mais indicados (Foto: Pexels / Max Vakhtbovych / CreativeCommons)

 

Um fator muito importante na hora de escolher o piso é o clima da região onde o apartamento está localizado. Gil explica que o piso influencia na sensação térmica do ambiente, deixando-o muito frio ou muito quente.

Existe uma grande variedade de pisos, com cores, materiais, formatos e estilos diversos, mas a escolha precisa estar pautada em critérios que vão além da estética e do custo. Afinal, cada ambiente requer o uso de um tipo de piso específico.

Mármore, granito, granilite, porcelanato, cimento queimado e o ladrilho hidráulico podem ser usados em qualquer área, desde que sigam as exigências dos fabricantes (Foto: Freepik / macrovector / CreativeCommons)

 

A designer de interiores, Lu Boschi, pontua que o mármore, granito, granilite, porcelanato, cimento queimado e o ladrilho hidráulico podem ser usados em qualquer área, desde que sigam as exigências dos fabricantes. Em áreas secas, como quartos e salas, os de madeira, vinílico e laminados são melhores.

A designer de interiores, Raquel Braga reitera que “pisos de madeira são melhores para andar descalço, tanto no inverno quanto no verão. Já as pedras e os porcelanatos são materiais de superfície gelada. Nesses casos, é bom pensar em tapetes”.

2. Pisos brilhantes

Por outro lado, Lu Boschi sustenta que em locais úmidos deve-se evitar os pisos brilhantes. “Por terem a superfície bem polida, esse tipo de piso pode riscar com mais facilidade, além de ser mais suscetível a escorregar”.

Na cozinha, os armários em roxo, da Securit, contrastam de forma elegante com o piso de epóxi amarelo e ainda ressaltam os azulejos decorativos da Lurca no frontão sobre a pia. Projeto do escritório Pascali Semerdjian (Foto: Ricardo Bassetti / Divulgação)

 

Gil Almeida também menciona que esses pisos costumam refletir mais a luz que chega por meio das janelas, ou a artificial das lâmpadas. “Como consequência, o excesso de iluminação pode atrapalhar o conforto visual dos moradores”, conclui.

Raquel Braga também avalia que esse material demanda um enceramento constante para ficar bonito, caso contrário, onde há maior tráfego, ficará fosco com o tempo. Outro ponto negativo que a designer revela é que o brilho costuma dar sensação de gelado. “Se o piso polido for desejado, é interessante contrapor com 'calor' nas paredes, nos tapetes e no mobiliário”, diz.

3. Materiais indicados

Pedras e madeira costumam ser os pisos mais valorizados e nos ambientes sociais, caem bem as versões foscas. São neutros, duráveis, versáteis de compor com a decoração e fáceis de agradar à maioria das pessoas. A residência sempre fica com "cara de arrumada". Para área íntima, o piso de madeira continua sendo uma excelente opção. Além de ser mais acolhedor, é fácil de manter.

Piso da Hydrotech Madeiras. Cadeiras Dpot. Projeto do arquiteto David Bastos (Foto: Tuca Réines / Divulgação )

 

A arquiteta dá algumas dicas sobre a longevidade dos materiais. Segundo Gil, é essencial pesquisar materiais resistentes e duradouros, como o granito, devido a sua alta resistência à abrasão. Pisos vinílicos, que chegam a durar 15 anos; pisos laminados, que apesar de serem mais frágeis, são muito usados por terem uma aplicação simples e um visual elegante; e os de cerâmica, que é bastante resistente contra impactos, manchas, lascas e apresenta uniformidade no tamanho e chega a durar de 25 anos.

Raquel também frisa que “o consumidor deve questionar muito os preços oferecidos abaixo do mercado, principalmente em relação à madeira e à pedra”.